Os brasileiros da Eurofarma não encontram o jeito de operar na Argentina. O ponto positivo é que sempre decidem permanecer no país. Agora, a empresa se encontra em um processo de conciliação em fase obrigatória, após a decisão de demitir 25 agentes propagandistas médicos.

O grupo Eurofarma manda no Brasil e, com a ideia de se transformar em um jogador regional, desde o ano 2009 decidiu ficar na Argentina. No entanto, desde aquele momento o mercado resulta evasivo para eles, após fazer ouvidos de mercador às particularidades que apresenta o setor no mercado local e de tentar replicar o perfil industrialista que a empresa mantém no seu país de origem.

Para confirmar as provas, a fábrica de manufatura que o laboratório de propriedade de Maurizio Billi comprou ao grupo Sanofi em 2015 permanece com uma capacidade operacional de 50%, com cerca da metade destinada à terceirização. Seus principais clientes atuais são a francesa Sanofi, a alemã Boehringer e a norte-americana MSD. Ver artogo Eurofarma Compra Planta.

Em 2019, o laboratório de Maurizio Billi tinha decidido triplicar sua força de vendas. Porém, agora quer ir trás seus passos. A empresa tem 68 propagandistas e a intenção é que permaneçam 43. A semana passada demitiu também a Federico O’Conor, quem era gerente de produto há 10 anos.

A esta realidade foi acrescentado outro osso duro de roer para os brasileiros: o capítulo da rentabilidade. Esta empresa apresenta números vermelhos há 12 anos e, quando em 2019 na busca de ganhar market share optou por triplicar a força de vendas, os resultados mostraram uma queda abrupta hidronegócio na linha referida às utilidades. Igualmente, e segundo as fontes consultadas pela Pharmabiz, em 2021 conseguiram abaixar bastante os níveis de perda em relação com 2020. Por esse motivo, em 2022 a expectativa era atingir o famoso break even que cada ano era uma cenoura que voltava a se afastar.

Outro dos fatores que encaixa neste cenário complexo é a reiterada quebra de estoque em drogarias e farmácias. Isto, até onde este meio pôde saber, é gerado por uma conjunção de razões. Destaca-se a escassa disponibilidade de insumos na planta localizada em Lomas del Mirador, situação que foi agravada pela pandemia. Também os limitados níveis de planejamento na planta em que Sergio Berrueta está à frente; e que também incidem nas decisões tomadas diretamente desde o Brasil, entre outras.

É devido a tudo isto que a empresa decidiu, no começo deste 2022, reduzir a sua força de vendas. O plano é passar de 68 propagandistas a 43, mas tudo ficou em espera, devido a que foi ativada uma instância de conciliação de fase obrigatória ditada pelo Ministério do Trabalho da Argentina e impulsionada pelo sindicato de Agentes de Propaganda Médica, AAPM. Prévio a isto, quem tinha sido desvinculado foi Federico O’Conor, o gerente de produto da linha de Cardiometabolismo, quem formava parte da empresa há uma década. Aqueles que permanecem na equipe são seus pares Jorge Carmona, gerente de produto da linha de Gastroenterologia, e Graciela Arilla, gerente de produto de Neurociências e Urologia.

Enquanto isso, a empresa não quer continuar sem dar luta com seus três principais produtos: os antiulcerosos Esomax e Sucralmax, e o anti-histamínico Predual, marca que lhe foi outorgada ao laboratório nacional Andrómaco em 2018. Em paralelo, existem outros produtos que não tiveram o desempenho esperado. Por um lado, o antibiótico de uso hospitalar Delabaxi, que é importado a um preço que não encaixa com a realidade do mercado argentino, e também houve vendas fracas do hipocolesterolemiante Pivast, do antitrombótico Ribex e do antidiabético SuganonVer artigo Andrómaco

No país, a Eurofarma está conduzida por Nathan Putinatti de Almeida, quem assumiu como gerente geral em 2020, como substituição de Marcela Stagnaro. A executiva esteve à frente da empresa por um ano, entre 2019 e 2020.

Ver artigo em espanhol

Eurofarma com plano de redução na Argentina. Veja o relatório.

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